sexta-feira, 5 de agosto de 2011

BACALHOLada

Agora os NIVeiros de Nova Russas (eu e a Ceiça), podem contar com todo o conforto, qualidade e atendimento personalizado nas moderníssimas instalações da mais nova autorizada AutoVaz do nordeste.
Finalmente inaugurada a melhor assistência técnica Lada do sertão cearense.




quinta-feira, 7 de julho de 2011

Isolamento Térmico e Acústico da Parte Externa do Assoalho

Depois de devidamente tratado o assoalho por baixo do veículo decidi colocar uma manta asfáltica, que possui uma película de alumínio em uma das faces, em algumas partes do mesmo.
O motivo: diminuir o ruído e calor irradiados para dentro do veículo.



Não vou fazer um tutorial de como colocar uma manta asfáltica, apenas apresentar os resultados. Os moldes das peças foram feitos com papelão corrugado, o que facilitou o corte da manta nos formatos adequados.

Na foto abaixo, é mostrado um primer específico para manta.



Nas duas seguintes, o primer aplicado ao túnel do câmbio.




Além de servir preparar a base de aplicação, o aumento de aderência da manta é considerável.
Ouvi relatos de que o primer não seca, mas, este vídeo mostra o contrário.



A seguir, a manta já aplicada com a ajuda de um maçarico a gás.




Após o teste inicial foi feita a aplicação do primer em todas as áreas onde seria aplicada a manta.




Eis o resultado.






Como esteticamente o resultado não me agradou, devido às manchas de piche que ficaram no alumínio, resolvi cobri-lo com nova camada de primer para possibilitar a aderência de tinta.
Acredito que com a prática as futuras aplicações (parede corta fogo e no “Pangaré”) o resultado seja mais “apresentável”.



Nas partes restantes do assoalho e nas caixas de rodas foram aplicadas generosas camadas de massa anti-ruído.
Não confundir com um produto conhecido por “batida de pedra” que é diluído em água.
Este, usado por mim, é uma espécie de emborrachamento diluído em solvente ou gasolina.
As primeiras camadas devem ser aplicadas com o produto bem diluído para uma boa aderência e para facilitar a penetração do mesmo em fendas e entre chapas sobrepostas. As seguintes, mais espessas, conferem mais resistência e proteção.



Nas fotos a seguir, as áreas em preto brilhante são os locais onde a manta foi aplicada e as em preto fosco onde o anti-ruído foi usado.




Posteriormente, foi aplicada uma camada de tinta na cor do veículo dando acabamento final.

sábado, 11 de junho de 2011

Adaptação dos fusíveis do NIVA

Uma das coisas que me incomodavam no NIVA eram os ultrapassados fusíveis originais, padrão europeu.
Normalmente difíceis de encontrar nas lojas e ruins de trocar, com frequência apresentam mau contato.



Procurei no comércio de auto peças uma solução, mas, só encontrei bases para fusíveis de vidro, os quais não considero adequados para uso em veículos embora sejam comercializados para esse fim.
Resolvi então manter as bases originais, muito boas por sinal, com uma adaptação fácil de ser feita, para receber fusíveis do tipo lâmina usados pela maioria dos veículos atuais.



Usando conectores de latão fáceis de encontrar, ferro de solda de 30W, solda, alicate de ponta e alguns fusíveis para servirem de suporte durante a soldagem para que os conectores fiquem na posição correta.
Primeiro, corta-se o pedaço do conector onde seria fixado o fio, ficando apenas a parte do encaixe



Colocam-se dois conectores já cortados em um fusível, que vai servir de suporte durante a soldagem.



Estanha-se a lateral dos conectores que fica externa ao fusível.



Com a ajuda das lâminas do suporte do fusível, mantêm-se o mesmo na posição adequada, tendo-se o cuidado de previamente raspar com uma lixa ou ponta de estilete o local onde vai-se efetuar a solda, removendo a oxidação, para que a mesma possa aderir às lâminas de fixação dos fusíveis.




O fusível deve ser posicionado adequadamente antes da soldagem. Observe-se também a altura que ele deve ficar para dentro do suporte para que a tampa do porta fusíveis possa fechar adequadamente.



O resultado final.




Se os conectores forem corretamente posicionados, a tampa fechará sem problemas.




Como a maioria das adaptações que faço nos meus NIVAs, esta também pode ser revertida à configuração original. Basta que sejam derretidas as soldas efetuadas e os terminais de encaixe dos fusíveis removidos.

É importante que a solda fique bem aderida às lâminas das caixas de fusíveis para que não haja mau contato. Isso é fácil de verificar sacando o fusível. Se o terminal não sair junto, tudo bem.

terça-feira, 8 de março de 2011

Carros "alegóricos"

Em plena segundona de carnaval, prosseguem os trabalhos no "barracão" da Unidos do NIVA.


A afinação da "lataria".


No "Pangaré" os trabalhos também recomeçaram (finalmente).




Quero ver quando é que os dois vão ficar assim emparelhados, mas, prontos.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Reforço das longarinas para adaptação de agregado para câmbio e CT

Um dos "erros de projeto" que mais me incomodam em um NIVA é a estúpida idéia que tiveram de "pendurar" o conjunto câmbio/caixa de transferência no assoalho.  Na certa o projetista estava encharcado de vodca.
O motor fica apoiado em dois coxins, um de cada lado, parecendo uma galinha em um poleiro.  A cada aceleração e desaceleração, o que o impede de ficar se balançando é o câmbio, que é preso por um único suporte ao assoalho e a este é acoplada a CT, também presa por dois coxins ao assoalho.
Como é (ou seria) óbvio, a chapa do piso, apesar do singelo reforço interno, não aguenta e racha.  Principalmente do lado direito (carona) devido ao calor do cano de descarga que por ali passa, que ajuda a enfraquecer ainda mais aquele ponto.
Minha idéia é a confecção de um suporte que, preso às longariras, serviria de base de sustentação do conjunto.  Ou seja, o câmbio e a caixa de transferência ficariam apoiados em uma base firme e sólida e não pendurados na chapa do assoalho.
Mas, as longarinas também não primam pela resistência.  Elas são confecionadas por chapas dobradas e ponteadas e como esse serviço era (ou ainda é?) feito por humanos, apresentam irregularidades nos pontos de solda, nas dobras e na montagem das longarinas. 

 Nesta imagem, o reforço onde é fixado o tirante traseiro.
Seria excesso de vodca ou falha na visão?

Com isso, determinados locais apresentam pontos fracos que, podem variar de NIVA para NIVA, mas, em uma determinada região das longarinas parece ser comum em todos:  bem em baixo da parede corta fogo, junto à base onde são presos os tirantes dianteiro.

Aqui, as setas verdes indicam os pontos (irregulares)
onde a chapa da longarina é fixada com ponteadeira.  
As setas verdes mostram a chapa descentralizada (para a esquerda)

Por isso, resolvi reforçar trecho da forma que demonstro a seguir, pois foi a que me pareceu mais prática e econômica.  Basta o auxílio de um bom soldador em solda com eletrodo.
O material usado foi 4 metros cantoneira de 2" (polegadas) e uns 2 metros barra chata na mesma medida.
 A longarina original no trecho do câmbio/CT, 
já com o revestimento raspado e pronta para a soldagem.

Neste ponto, bem em baixo da parede corta fogo, 
as setas indicam uma trinca na longarina.
No detalhe circulado, os pontos a serem reforçados.

A cantoneira usada.

 Em cada lado da longarina, um pedaço de cantoneira.
Uma das laterais da mesma no assoalho e a outra na lateral da longarina.
Fazer isso para as duas laterais de cada longarina.
São usados quatro pedaços de cantoneira com cerca de 90 cm de comprimento.

A cantoneira abrange todo o trecho reto da longarina.

Unindo as duas cantoneiras, na parte inferior da longarina, 
a barra chata faz o fechamento.
É importante, nesta etapa, apenas pontear as peças, para depois fazer o fechamento com um cordão de solda, evitando assim que o calor possa empenar as peças.
Note-se o pequeno espaço entre as cantoneiras e a barra chata.  
Ao soldar, as três peças (cantoneira, barra chata e longarina) serão unidas entre si.

 No detalhe, o prolongamento do reforço de modo a fortalecer a área mencionada 
anteriormente, em baixo da parede corta fogo, onde haviam trincas.

Vista geral, ainda sem acabamento.




Mais algumas imagens.

Antes que me perguntem pelo agregado que irá apoiar o conjunto câmbio/CT, informo que ainda não foi executado, mas, será idêntico ao confeccionado para o "Pangaré".  Nos próximos dias (ou semanas), será devidamente apresentado aqui com todos os detalhes de construção.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

"Tesouro" russo

Ao limpar o interior das caixas de ar que se encontravam cheias de barro, senti atrás da coluna traseira esquerda algo parecido com massa de calafetar ressecada.
Quando retirei aquele bolo, ao esfarelá-lo entre os dedos, tateei um objeto duro que, a princípio, pensei ser uma arruela.  Estava enganado, era uma moeda.
Até aí, tudo bem.  Não é incomum encontrar-se moedas ou outros pequenos objetos perdidos nos recantos pouco acessiveis de automóveis.  Mas, esta era uma moeda russa de 15 kopeks (15 centavos de rublo) e foi cunhada no ano do nascimento deste BACALHAU. 

 A seta verde indica o pé da coluna atrás da qual foi encontrada a moeda,
 que após limpa
 revelou a sua origem.
 Nem o tempo e a sujeira...
... lhe causaram danos.